Câncer de testículo: entenda os sinais, riscos e cuidados com a fertilidade

O câncer de testículo é considerado um dos tipos raros de câncer, mas é o tumor sólido mais comum em homens jovens, especialmente entre os 15 e os 50 anos de idade, segundo o Instituto Nacional de Câncer (Inca). 

Apesar da baixa incidência quando comparado a outros tipos de neoplasias, sua importância clínica é grande, pois afeta uma população em idade produtiva e reprodutiva, além de ter altas taxas de cura quando diagnosticado precocemente.

Neste artigo, vou esclarecer os principais pontos sobre o câncer de testículo: sintomas, fatores de risco, tratamentos disponíveis, impacto na fertilidade e a importância do diagnóstico precoce. Continue lendo! 

Dados e incidência do câncer de testículo

Ainda de acordo com o Inca, são estimados cerca de 1.200 novos casos de câncer de testículo por ano no Brasil. A doença representa cerca de 5% de todos os tipos de câncer urológicos e 1% dos tumores malignos em homens no geral. 

Mesmo sendo relativamente raro, é importante destacar que a incidência vem aumentando nas últimas décadas.

A boa notícia é que, com diagnóstico precoce e tratamento adequado, as chances de cura ultrapassam os 95%. Em casos localizados (sem metástases), esse número pode chegar a 99%.

Fatores de risco

Embora não exista uma causa única para o câncer de testículo, alguns fatores de risco já foram identificados:

  • Criptorquidia: é a principal condição associada. Trata-se da falha no descenso testicular (quando o testículo não desce para o escroto no nascimento);
  • Histórico familiar: ter parentes próximos com a doença pode aumentar o risco;
  • Histórico pessoal: quem já teve câncer em um testículo tem mais chances de desenvolver no outro;
  • Síndrome de Klinefelter e outras alterações genéticas também podem estar envolvidas.

É importante lembrar que muitos homens com câncer de testículo não apresentam nenhum fator de risco identificável, o que reforça a importância do autoconhecimento corporal e do acompanhamento médico regular.

Sintomas do câncer de testículo: o que observar?

O sintoma mais comum do câncer de testículo é a presença de um nódulo ou aumento de volume no testículo, geralmente indolor. Outros sinais que merecem atenção incluem:

  1. Sensação de peso no escroto;
  2. Dor ou desconforto no testículo ou na bolsa escrotal;
  3. Aumento ou diminuição no tamanho de um dos testículos;
  4. Acúmulo de líquido no escroto;
  5. Dor abdominal ou lombar (em casos mais avançados).

É fundamental destacar que nem toda alteração no testículo é câncer! Muitas vezes são cistos, varicocele ou outras condições benignas. No entanto, qualquer mudança deve ser investigada por um urologista.

Diagnóstico

O diagnóstico do câncer de testículo começa com a avaliação clínica e o exame físico. Caso haja suspeita, o médico pode solicitar uma ultrassonografia escrotal, que é importante para avaliar a presença de massas testiculares.

Além disso, existem os testes de sangue que verificam os marcadores tumorais, como AFP (alfafetoproteína), beta-HCG e LDH, auxiliando a identificar o tipo de tumor.

Por fim, temos ainda tomografia computadorizada, usada para verificar se houve disseminação para outros órgãos (estadiamento).

A confirmação do câncer geralmente ocorre após a remoção cirúrgica do testículo afetado (orquiectomia), quando o material é analisado em laboratório.

Tipos de câncer de testículo

Os tumores testiculares são classificados principalmente como germinativos, que representam cerca de 95% dos casos. Eles se dividem em:

  • Seminomas: geralmente mais comuns após os 30 anos, crescem lentamente e costumam responder bem ao tratamento;
  • Não seminomas: costumam aparecer em homens mais jovens e tendem a crescer rapidamente, podendo se espalhar com mais facilidade.

Outros tipos mais raros incluem tumores estromais e carcinomas embrionários puros.

Tratamentos

O tratamento do câncer de testículo é altamente eficaz e envolve diferentes abordagens, de acordo com o tipo e estágio do tumor. Veja a lista a seguir:

  1. Cirurgia (orquiectomia)

É o tratamento inicial na maioria dos casos. Consiste na retirada do testículo afetado por meio de uma incisão na região inguinal. A cirurgia costuma ser segura e bem tolerada.

  1. Radioterapia para câncer de testículo

Indicada principalmente para casos de seminoma em estágios iniciais. É útil para eliminar células cancerígenas residuais.

  1. Quimioterapia

Utilizada em tumores mais avançados ou em não seminomas. Também pode ser indicada após a cirurgia, como forma de prevenção de recidiva (quimioterapia adjuvante).

  1. Vigilância ativa

Em alguns casos muito iniciais, o paciente pode ser apenas acompanhado com exames periódicos, sem necessidade de tratamento imediato.

Efeitos na fertilidade

Um dos grandes medos dos pacientes diagnosticados com câncer de testículo é a possível perda da fertilidade. De fato, o tratamento pode impactar a capacidade de ter filhos, especialmente quando envolve quimioterapia ou a retirada dos dois testículos (bilateral).

Por isso, é comum que os urologistas recomendem o congelamento de esperma antes do início do tratamento, um recurso simples e eficaz para preservar a fertilidade.

Vale lembrar que muitos homens mantêm a fertilidade mesmo com apenas um testículo e conseguem ter filhos naturalmente após o tratamento.

Impactos psicológicos

Além das questões físicas, o câncer de testículo pode trazer impactos emocionais importantes. A perda de um testículo, o medo da recidiva, a preocupação com a vida sexual e a fertilidade geram ansiedade, baixa autoestima e até depressão.

É fundamental que o paciente tenha suporte psicológico e que receba acompanhamento humanizado durante todas as etapas do tratamento.

A boa notícia é que a maioria dos homens retoma uma vida normal após o tratamento, tanto em termos de saúde quanto de sexualidade e fertilidade.

Prevenção e autoexame

Não há uma forma de prevenir totalmente o câncer de testículo. No entanto, o diagnóstico precoce é a chave para o sucesso do tratamento.

Por isso, recomenda-se que os homens façam o autoexame testicular regularmente, preferencialmente após o banho, quando o escroto está relaxado. Durante a verificação, deve-se:

  • Observar o formato e tamanho dos testículos;
  • Palpar suavemente em busca de nódulos ou alterações;
  • Procurar um urologista se notar algo diferente.

Além disso, é importante manter os exames de rotina em dia, especialmente para homens com fatores de risco.

Proteja-se contra o câncer de testículo

O câncer de testículo, apesar de raro, deve ser levado a sério, sobretudo por atingir homens jovens em idade produtiva e fértil. Felizmente, quando detectado de maneira precoce, tem altíssimas taxas de cura e oferece um prognóstico muito positivo.

Se você percebeu qualquer alteração nos testículos ou deseja saber mais sobre saúde masculina, agende uma consulta e vamos conversar mais! 

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