Disfunção erétil sem mitos: entenda essa condição

Você chegou ao consultório do médico urologista com uma queixa em mente, mas também com vergonha de falar sobre ela: essa situação é muito comum quando o assunto em questão é a disfunção erétil.

Porém, precisamos derrubar os mitos e tabus! Afinal, a Sociedade Brasileira de Urologia (SBU) estima que um a cada dois homens, acima de 50 anos, sobre com algum grau da popularmente conhecida “impotência sexual”. 

Estou falando da dificuldade de ter ou manter uma ereção firme o suficiente para relações sexuais satisfatórias. Embora possa ocorrer ocasionalmente com todos os homens, a disfunção erétil persistente ou recorrente impacta significativamente a qualidade de vida, a autoestima e os relacionamentos.

Vamos entender mais sobre o tema e, principalmente, conhecer os tratamentos? Continue lendo e confira! 

O que é a disfunção erétil?

Como mencionei, a disfunção erétil é definida como a incapacidade de atingir ou manter uma ereção para a realização do ato sexual. Apesar de ser comum em homens mais velhos, ela também pode afetar os jovens, dependendo de fatores físicos e psicológicos.

Vale ressaltar que a ereção ocorre quando um homem está sexualmente estimulado, e os nervos do pênis liberam substâncias químicas que aumentam o fluxo sanguíneo. Esse sangue preenche as câmaras do tecido erétil, o que resulta na rigidez peniana. Na disfunção erétil, o processo é interrompido.

As causas da disfunção erétil

A disfunção erétil pode ter uma ampla variedade de causas, divididas em fatores físicos, psicológicos e relacionados a medicamentos ou estilo de vida. Veja a seguir: 

  • Doenças cardiovasculares, como hipertensão, aterosclerose e insuficiência cardíaca, podem prejudicar o fluxo sanguíneo para o pênis;
  • Diabetes, por meio de danos nos nervos e vasos sanguíneos, a enfermidade afeta a função erétil;
  • Distúrbios hormonais: baixos níveis de testosterona ou condições como hipogonadismo podem contribuir para a disfunção erétil;
  • Problemas neurológicos: doenças como Parkinson, esclerose múltipla e lesões na medula espinhal aumentam os riscos de interferências nos sinais nervosos necessários para uma ereção;
  • Problemas urológicos: condições como doença de Peyronie ou lesões na região pélvica também dificultam a ereção peniana.

Em meio a tudo isso, é importante verificar o bem-estar mental do paciente, pois ansiedade, estresse, depressão e até mesmo problemas no relacionamento impactam negativamente no desempenho sexual. Há ainda os efeitos da pornografia, que mostra um desempenho inatingível. 

Alguns medicamentos, como antidepressivos e anti-hipertensivos, também estão associados à condição, assim como o consumo excessivo de bebidas alcoólicas, tabagismo, uso de drogas ilícitas, sedentarismo e obesidade. 

Como diagnosticar?

O diagnóstico da disfunção erétil é feito através de uma avaliação médica completa, com  checagem do histórico médico e sexual, exame físico e testes laboratoriais (como níveis hormonais, colesterol, glicemia e funções renais).

Em determinados casos, também é possível recorrer a procedimentos específicos, como ultrassonografia peniana com Doppler, para avaliar o fluxo sanguíneo no órgão. 

Os tratamentos para a disfunção erétil

A boa notícia é que existem tratamentos para a disfunção erétil. Após diagnosticar a causa da condição, podemos analisar quais condutas colocar em prática, por exemplo, medicamentos, intervenções médicas ou modificações no estilo de vida. Confira as opções: 

1. Mudanças no estilo de vida:

  • Adotar uma alimentação equilibrada;
  • Praticar exercícios físicos regularmente;
  • Reduzir o consumo de álcool e evitar o tabagismo;
  • Gerenciar o estresse e a ansiedade.

2. Medicamentos, como terapia hormonal para corrigir baixos níveis de testosterona, se aplicável;

3. Dispositivos e procedimentos:

  • Dispositivos de vácuo para induzir ereção;
  • Injeções intrapenianas que relaxam os vasos sanguíneos;
  • Implantes penianos para casos mais graves ou refratários.

4. Terapia psicológica para reduzir quadros de ansiedade, estresse e depressão, assim como alinhar expectativas de desempenho sexual.

Não tenha vergonha de conversar com seu urologista sobre disfunção erétil 

Muitos homens que sofrem com a disfunção erétil ainda relutam em buscar ajuda, devido ao estigma e à vergonha. No entanto, é necessário lembrar que um diagnóstico precoce pode melhorar significativamente os resultados do tratamento.

Não hesite em procurar auxílio de um médico urologista. O primeiro passo é sempre o mais difícil, mas também o mais importante para recuperar sua saúde e bem-estar.

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