Desvendando a reposição hormonal masculina

Quando o assunto é reposição hormonal, costumamos nos lembrar das indicações para as mulheres. Porém, você sabia que esse tratamento também pode ser indicado para os homens? 

A reposição hormonal masculina é um tema que tem ganhado destaque nos consultórios dos urologistas e também em discussões sobre qualidade de vida. Com o envelhecimento, é comum que os níveis de testosterona e outros hormônios declinem naturalmente, podendo gerar sintomas que afetam o bem-estar físico e mental. 

A Sociedade Brasileira de Urologia (SBU) esclarece que, a partir dos 40 anos, as taxas do hormônio costumam diminuir cerca de 1% ao ano

No entanto, nem todo homem com baixos níveis de testosterona necessita dessa intervenção. Entender quando ela é necessária, os benefícios, riscos e implicações é essencial para tomar uma decisão consciente. Vamos desvendar cada aspecto deste assunto? Continue lendo e descubra! 

O que é reposição hormonal masculina?

A reposição hormonal é um tratamento médico que visa restaurar os níveis de hormônios em homens que apresentam deficiência comprovada. Ela pode ser realizada por meio de injeções, adesivos, géis transdérmicos ou implantes subcutâneos.

Vale lembrar que a  testosterona é o hormônio masculino mais conhecido, produzido principalmente nos testículos, e desempenha um papel crucial no desenvolvimento de características sexuais masculinas, manutenção da massa muscular, produção de espermatozoides e regulação do humor.

Quando o tratamento é necessário?

Nem todo homem com baixos níveis de testosterona precisa de reposição hormonal. O tratamento é indicado apenas para aqueles que apresentam:

  1. Deficiência hormonal comprovada: confirmada por exames laboratoriais que mostrem níveis baixos de testosterona total ou livre; 
  2. Presença de sintomas, como fadiga, perda de massa muscular, diminuição da libido, disfunção erétil, alterações de humor e depressão;
  3. Ausência de contraindicações, por exemplo, pacientes com histórico de câncer de próstata ou mama, apneia do sono não tratada ou aumento significativo do hematócrito (glóbulos vermelhos do sangue).

Sintomas que indicam a necessidade de avaliação para reposição hormonal

Os sintomas de baixos níveis de testosterona variam de homem para homem e podem ser confundidos com outras condições. Alguns sinais comuns incluem:

  • Redução do desejo sexual (libido);
  • Dificuldade de ter ou manter ereções;
  • Diminuição da energia e aumento da fadiga;
  • Perda de massa muscular e aumento da gordura corporal;
  • Dificuldade de concentração e problemas de memória;
  • Depressão ou irritabilidade;
  • Redução da densidade óssea (osteoporose).

Caso você apresente um ou mais desses sinais, é importante buscar orientação de um médico urologista para uma avaliação detalhada.

Quais hormônios são repostos?

Embora a testosterona seja a substância mais frequentemente associada à reposição hormonal masculina, outros hormônios podem ser incluídos e, se necessário, corrigidos. Por exemplo:

  • Hormônio Luteinizante (LH): responsável por estimular a produção de testosterona nos testículos;
  • Hormônio Folículo-Estimulante (FSH): essencial para a produção de espermatozoides;
  • DHEA (Dehidroepiandrosterona): precursor da testosterona e estrogênio que pode influenciar os níveis de energia e libido.

Efeitos colaterais da reposição hormonal

Como qualquer tratamento, a reposição hormonal masculina pode apresentar efeitos colaterais. Entre os mais comuns estão:

  • Acne ou oleosidade da pele;
  • Retenção de líquidos;
  • Aumento do apetite;
  • Alterações de humor;
  • Diminuição na produção de espermatozoides, o que pode impactar a fertilidade;
  • Aumento do hematócrito, que pode elevar o risco de trombose (formação de coágulos sanguíneos);
  • Crescimento de tecido mamário (ginecomastia).

Portanto, é fundamental que o tratamento seja acompanhado de perto por um médico para monitorar eventuais reações adversas e ajustar a terapia, quando necessário.

Também é importante ressaltar que o tratamento é indicado apenas para pacientes com a real necessidade dele, como mencionei anteriormente. Indicações para fins estéticos, como ganho de massa muscular, são proibidas pelo Conselho Federal de Medicina (CFM). 

A reposição hormonal prejudica a fertilidade?

Uma das dúvidas comuns em meu consultório é se a reposição hormonal prejudica a fertilidade dos homens. Infelizmente, pode impactar negativamente nesse aspecto. 

Isso ocorre porque a administração de testosterona exógena reduz a produção de espermatozoides ao suprimir o eixo hipotalâmico-hipofisário, que regula a função testicular. 

Por isso, homens que desejam manter ou restaurar a fertilidade devem discutir alternativas, como o uso de medicações que estimulam a produção natural de testosterona, como o clomifeno ou gonadotrofinas.

E quanto ao desempenho sexual?

A reposição hormonal pode melhorar o desempenho sexual em homens com baixos níveis de testosterona, especialmente ao restaurar a libido e melhorar a qualidade das ereções. 

No entanto, é importante lembrar que a disfunção erétil pode ter causas multifatoriais, como problemas vasculares, psicológicos ou metabólicos, que também precisam ser avaliados pelo urologista.

Benefícios adicionais da reposição hormonal

Além dos benefícios sexuais, a reposição hormonal pode contribuir para:

  • Aumento da densidade óssea, reduzindo o risco de osteoporose e fraturas;
  • Melhora na composição corporal, com aumento da massa muscular e redução de gordura;
  • Maior nível de energia e melhora no humor;
  • Melhor controle glicêmico em homens com diabetes tipo 2.

Quem não deve fazer o tratamento?

A reposição hormonal masculina é contraindicada em algumas situações, como:

  • Câncer de próstata ativo ou histórico de câncer de mama masculino;
  • Apneia do sono não tratada;
  • Policitemia (hematócrito elevado);
  • Homens com insuficiência cardíaca descompensada.

O acompanhamento médico é essencial em todo o processo da reposição hormonal 

A segurança e resultados eficazes da reposição hormonal masculina dependem de um acompanhamento médico rigoroso, para o monitoramento dos níveis de hormônios, checagem das funções hepáticas e rastreamento do risco de câncer de próstata, por exemplo.

Então, não deixe de procurar o urologista para saber se você precisa dessa intervenção e como realizá-la. Caso precise de ajuda, entre em contato. 

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